Autografado
Confaloni, vivendo em boa parte no Brasil, em tempos de exceção, não podendo falar às claras, não se esmoreceu em suas artes plásticas sagradas. Protagonizou as etnias indígenas e negras e, ainda, as fervorosas comunidades de fé da zona rural. Ele fez, ininterruptamente, um projeto sem fim. Era preciso, sempre, contemplar os fulminados indígenas e povos negros, como os simples e pequenos da roça. Aqueles que foram silenciados ou eliminados precisavam ter suas presenças destacadas em suas pinturas sacras, seja no homem Jesus, seja em Maria, por vezes, nos apóstolos e, também, em José e, ainda, na igreja institucional como na peregrina. A última Madonna e última obra sacra é sinônimo de um recado profético. O profeta, sempre, fala em nome de Deus, seja anunciando ou denunciando. Como um pintor aggiornato na história do Centro-Oeste e na igreja povo de Deus em caminhada, nos seus últimos momentos, provavelmente, sentindo que estava para partir, definitivamente, quis anunciar o Verbo (Palavra) Encarnado nos braços de sua Mãe. Ele fez tenda entre nós (Jo 1,14). Essa Madonna com seu Filhinho tem os traços indígenas e negros em frente à sua casinha roceira.
180 páginas
Tamanho: 23 cm x 21 cm
Papel de miolo: couchê 90g
Capa : cartão 280g




























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