Este estudo descreve a identidade étnica dos kalungas, uma população de negros que vive na zona rural do nordeste de Goiás, a 320 quilômetros de Brasília, capital do Brasil. Descobertos cientificamente em 1982 pela antropóloga Mari de Nazaré Baiocchi, os kalungas se encontravam até então numa vida de subsistência, plantando para comer e levando alguns produtos, como a farinha de mandioca, o couro e a mangaba, para trocarem nas cidades vizinhas por tecidos, sal e outros suprimentos. O contato que eles tinham com as cidades vizinhas era comercial, socializando-se com seus vizinhos somente para a venda ou troca de seus produtos agrícolas.
A comunidade desde aquela época era muitas vezes discriminada pela sua maneira de ser, o que até hoje ainda existe, notando-se no falar dos habitantes de Monte Alegre, por exemplo, uma forma pejorativa de se referir aos kalungas, chamando-os de “gente suja”.
Tamanho: 15,5 cm x 21 cm
115 páginas
Papel de miolo: chambril alto alvura 90g
Capa : cartão 280g




















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